COMPORTAMENTO E APRENDIZADO.

*Crianças hiperativa não precisam sentar e ficar quietas para aprender*

É simples assim, como o título desta nota – um estudo da Universidade da Flórida Central (EUA) observou que a atitude disciplinadora e outras técnicas de pais e professores para manter a concentração e o foco dos agitados hiperativos mais atrapalham do que ajudam os pequenos com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) a aprender. O melhor seria mantê-los em movimento durante o aprendizado.
De acordo com a nova pesquisa, publicada no JOURNAL OF ABNORMAL CHILD PSYCHOLOGY, essa conclusão ocorre porque os movimentos realizados por essas crianças, tais como balançar incessantemente as pernas, levantar as carteiras em sala de aula, dentre outros, estão relacionados com a forma de processamento e memorização de informações e de realizar tarefas cognitivas complexas. Nos hiperativos, a movimentação constante das pernas, por exemplo, só aparece quando eles precisam utilizar funções executivas do cérebro (memória de trabalho) em tarefas que exigem raciocínio e concentração.
Realizada com 52 anos (29 com TDAH), a pesquisa verificou, entre hiperativos, uma performance cognitiva melhor quando estavam em movimento, em bicicletas ergométricas ou sentados com bolas gigantes,, dessas das aulas de pilates. Já no grupo controle, sem distúrbios clínicos, as crianças postas a se balançar enquanto executam tarefas cognitivas pioraram seu desempenho.
Segundo os autores do estudo, isso não quer dizer que, para melhor performance dos estudantes com TDAH, seja necessário deixá-los soltos, correndo pela sala de aula, para que consigam prestar atenção. Mas pode-se, por exemplo, organizar aulas em que parte da classe participe de um jogo que exija movimento enquanto se processa o conteúdo. Enfim, apenas pedir para que se sentem e fiquem quietos não deve ser a estratégia adotada para esses, nem pelos professores, nem por seus pais.

*PARA SABER MAIS*

DUSTIN, E. et al. Hyperactivity in Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD): Impairing Deficit or Compensatory Behavior? Journal of Abnormal Child Psychology, 2015

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