A criança frente as telas na era digital

A criança frente as telas na era digital 

Venho observando em minha prática clínica como neuropsicopedagoga e arteterapeuta, que uma das principais queixas das famílias é o tempo exagerado em que seus filhos permanecem diante das telas.

Falar desse assunto é muito importante, visto que é um problema em que as famílias passam todos os dias, buscam solução, porém estão sem ação diante desse mundo digital imenso, que se mostra incontrolável cada vez mais.

O acesso à internet e o tempo em que as crianças se dispõem frente às telas é um assunto urgente para se dar atenção e um novo olhar. Tudo isso prejudica muito mais do que favorece a criança.

Ela perde oportunidade de relação social, de se movimentar e desenvolver a psicomotricidade, prejudica a visão com excesso da luz azul das telas, apresentam dificuldades de aprendizagem, ficam aceleradas com as imagens tornando-se cada vez mais ansiosas, agitadas e recebendo influências na capacidade de reter o foco de atenção e concentrar-se.

Enfim, penso que esse assunto dever ser discutido pelas famílias, escolas e responsáveis, para que reconheçam o que vale ou não a pena frente a tudo o que oferece e se tira da criança com a tecnologia.

Sempre conversamos a respeito da importância de colocar um limite, ou melhor, criar e ensinar bons hábitos digitais, afinal proibir não é o caminho, visto que estamos na era digital onde cada vez mais temos a tecnologia presente em nossas vidas.

Para Kilbey (2018) a melhor hora para criar bons hábitos virtuais e impedir que o tempo de tela se torne uma obsessão é quando a crianças está em “idade latente” (que abrange o período da idade dos quatro aos onze anos aproximadamente). Considero que antes dessa idade a criança não tem necessidade alguma de usar aparelhos eletrônicos.

Após os quatro anos de idade as crianças se tornam mais independentes, já passaram por fases importantes no desenvolvimento como: rolar, engatinhar e andar. Nesse momento os pais deixam de ficar em cima da criança e voltam a se preocupar mais intensamente próximo da adolescência.

Segundo Kilbey, na fase de 4 a 14 anos as crianças estão o tempo todo criando novas vias neurais e isso nos faz pensar da importância do olhar dos pais no desenvolvimento das crianças nesse período, principalmente atentar-se ao tempo de tela e aos impactos que podem ter no desenvolvimento do cérebro.

Enquanto a criança fica diante de uma tela ela perde oportunidades de expandir as habilidades sociais e emocionais que vão precisar para a vida toda.

No próximo texto teremos a reflexão de como as telas afetam nossos filhos.

Aline Souza Costa 

Pedagoga/ Neuropsicopedagoga/ Psicoterapeuta e Arteterapeuta Junguiana

Referência: KELBEY, Elizabeth. Como criar filhos na era digital. São Paulo. Ed. Fontanar, 2018.

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