MÃO “…Nem mãos, nem mãos. Apenas mãos.”


Para alguns cientistas, as mãos são as principais responsáveis pela evolução do ser humano. A opinião, que eu respeito, de que o polegar opositor nos coloca à frente dos demais animais é de fato verdadeira. Porém, não creio que esse seja o único fato que determinou sermos o que somos. Hoje andamos eretos, raciocinamos, sentimos e fazemos. Se observarmos um pouco podemos perceber estas ações acontecendo em nosso corpo. Na cabeça o raciocínio, os sentimentos no tronco e nos membros o fazer. Andar, sentar, deitar, correr, são tarefas do fazer. Parte deste fazer, são realizados pelas mãos. Algumas expressões ligadas diretamente as mãos nos acompanham durante o dia-a-dia como: “…uma mão lava a outra.”, “…me dê uma mãozinha?”, ‘…este vai comer na minha mão.”, “…eu conheço na palma da minha mão”… Algumas pessoas sofrem amputações ou má formação destes metros. Pessoas nesta condição, de uma forma ou de outra, se adaptam a sua realidade. Mas e você, já imaginou como seria sua vida sem uma das mãos? E sem as duas mãos? E como seria com três ou quatro mãos? Neste ponto quero que você pense o quanto usa suas mãos. Ou principalmente, para que você usa suas mãos? Ou ainda mais importante, com quais intenções você as usa? Quantas vezes por dia, por exemplo, ao cumprimentar alguém, você dedicou aquele instante que segurou a mão da outra pessoa para “senti-lo”? As mãos estão presentes em toda a história da humanidade. No antigo Egito, a imposição das mãos foi usada, sabiamente, em processos terapêuticos e, através de pinturas e escritos, podemos observar imagens de deuses e sacerdotes praticando a imposição das mãos em rituais. Cristo fez imposição de mãos para curar os enfermos… hoje, mesmo em alguma religiões, este ato ainda é praticado de forma simbólica. Mas, que mãos são estas tão presentes em nossas vidas? Que importância você dá para suas mãos? A quais ações e intenções você aciona suas mãos? “…Mãos, mãos que pegam, mãos que soltam, mãos que roubam, mãos que dão; mãos, mãos que acariciam, mãos que agridem, mãos que apontam, mãos que mostram; mãos, mãos que unem, mãos que separam, mãos que curam, mãos que matam, são as mesmas mãos; São apenas mãos.” Willian Silva Arteterapeuta

AMAR UMA CRIANÇA

*Não basta amar um filho, é preciso expressar esse amor em ações* 

Amar um filho é, ao mesmo tempo, simples e desconcertante, pois não basta sentir o amor, é preciso demonstrá-lo! Ter o coração inundado de afeto por um filho não é o suficiente, amar o bebê, a criança, o adolescente, em todas as fases de seu crescimento, requer se expressão desse amor com atitudes amorosas. E, provavelmente, você já sabe, este é um compromisso para a vida toda, que requer energia, muito trabalho, suplantação de preconceitos e dos próprios limites. É preciso se superar, dar o melhor de si. É preciso estar sempre atento para o que se diz e o que se faz, porque vocês, pais, são as pessoas mais importantes na vida de seu filho e, no fundo do coração, sabem quer a forma como tratam essas criança terá um efeito significativo em seu desenvolvimento.
As atitudes amorosas são necessárias a partir do momento em que o bebê vem ao mundo, e o serão pela vida afora. O bebê nasceu há apenas um mês e a vida do casal mudou completamente. Acabara-se as noites de sono, os banhos demorados, as refeições prolongadas e as saídas com os amigos. Mas, ao colocarem as próprias necessidades em segundo plano para cuidar do bebê, pode-se descobrir que esses atos de amor estão enriquecendo suas vidas. Eles estão aprendendo rapidamente o que a maioria dos pais já aprendeu – que não se pode ser egoísta, egocêntrico ou preguiçoso quando se quer cuidar de um filho com dedicação; tarefas banais não muito divertidas, como trocar fraldas, terão de ser cumpridas, mas se forem feitas com amor para suprir as necessidades do bebê elas fortalecerão os laços entre pais e filhos. Os pais aprendem assim, criar um filho requer adaptação continua e ações amorosas, mesmo que em alguns momentos você esteja cansado demais para sentir tanto amor. 
Mas, por mais que acreditem em seus sentimentos, muitas vezes suas atitudes mostram o contrário. Sem perceber eles criticam, e subestimam os filhos – é como se não prestassem atenção ao que estão fazendo. Isso não significa que sejam más pessoas, apenas não aprenderam a transformar o amor em atitudes do dia a dia, não aprenderam a se colocar no lugar dos filhos.
Talvez por estarmos todos tão ocupados, cansados e assoberbados tentando ser superpais precisamos apenas de um sutil lembrete: como expressar nosso amor pelos filhos e como agir afetuosamente. 
Amar uma criança é um guia para todos os pais que querem transformar o amor em ação e dar aos filhos a oportunidade de crescer da forma mais saudável. O importante é a qualidade dos momentos que passam juntos com os pais.

Retirado do livro: “Amar uma criança: dicas para expressar o afeto no cotidiano”. 
Judy Ford, Editora agora. Pg. 14.

COMPORTAMENTO E APRENDIZADO.

*Crianças hiperativa não precisam sentar e ficar quietas para aprender*

É simples assim, como o título desta nota – um estudo da Universidade da Flórida Central (EUA) observou que a atitude disciplinadora e outras técnicas de pais e professores para manter a concentração e o foco dos agitados hiperativos mais atrapalham do que ajudam os pequenos com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) a aprender. O melhor seria mantê-los em movimento durante o aprendizado.
De acordo com a nova pesquisa, publicada no JOURNAL OF ABNORMAL CHILD PSYCHOLOGY, essa conclusão ocorre porque os movimentos realizados por essas crianças, tais como balançar incessantemente as pernas, levantar as carteiras em sala de aula, dentre outros, estão relacionados com a forma de processamento e memorização de informações e de realizar tarefas cognitivas complexas. Nos hiperativos, a movimentação constante das pernas, por exemplo, só aparece quando eles precisam utilizar funções executivas do cérebro (memória de trabalho) em tarefas que exigem raciocínio e concentração.
Realizada com 52 anos (29 com TDAH), a pesquisa verificou, entre hiperativos, uma performance cognitiva melhor quando estavam em movimento, em bicicletas ergométricas ou sentados com bolas gigantes,, dessas das aulas de pilates. Já no grupo controle, sem distúrbios clínicos, as crianças postas a se balançar enquanto executam tarefas cognitivas pioraram seu desempenho.
Segundo os autores do estudo, isso não quer dizer que, para melhor performance dos estudantes com TDAH, seja necessário deixá-los soltos, correndo pela sala de aula, para que consigam prestar atenção. Mas pode-se, por exemplo, organizar aulas em que parte da classe participe de um jogo que exija movimento enquanto se processa o conteúdo. Enfim, apenas pedir para que se sentem e fiquem quietos não deve ser a estratégia adotada para esses, nem pelos professores, nem por seus pais.

*PARA SABER MAIS*

DUSTIN, E. et al. Hyperactivity in Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD): Impairing Deficit or Compensatory Behavior? Journal of Abnormal Child Psychology, 2015

Dicas para melhorar sua memória

* Mantenha uma alimentação equilibrada.
* Durma bem.
* Pratique atividades físicas regularmente.
* Concentre-se naquilo que será importante lembrar depois.
* Fique relaxado: a memória funciona mal quando estamos nervosos. 
* Repita em voz alta, ou mentalmente, o que precisa ser memorizado.
* Pratique jogos de tabuleiro, palavras cruzadas e jogos de memória.
* Memorize números de telefone e placas de veículos.
* Procure identificar ingredientes dos alimentos pelo gosto e pelo cheiro.
* Faça cálculos matemáticos mentalmente.
* Leia vários tipos de textos (revista, jornais, gibis, livros de histórias, etc) e crie hábitos de comentar sobre eles com amigos e parentes.
* Vá ao cinema, teatro, exposições e shows e depois comente a respeito.

Escola dos animais.

“Era uma vez uma escola para animais. Os professores tinham certeza que possuíam um programa de estudos inclusivo, porém, por algum motivo, todos os animais estavam indo mal.
O pato era a estrela da classe de natação, porém, não conseguia subir nas árvores. O macaco era excelente subindo em árvores, mas era reprovado em natação. Os frangos se destacavam nos estudos sobre grãos, mas desorganizavam tanto a aula de subir em árvores que sempre acabavam na sala do diretor. Os coelhos eram sensacionais nas corridas, mas precisavam de aulas particulares de natação. O mais triste de tudo era ver as tartarugas, que, depois de vários exames e testes foram diagnosticadas como tendo “atraso de desenvolvimento”. De fato, foram enviadas para uma classe de educação especial numa distante toca de esquilos.”

A pergunta é: Quem eram os verdadeiros fracassados? 

(Dificuldades de Aprendizagem – Detecção e Estratégias de ajuda. Grupo Cultural. p. 81)

Educar para vida – Amor próprio

Para refletir… 

Seu filho desenvolverá amor próprio se ele realmente sentir-se amado. Porém, não devemos amar nossos filhos segundo os critérios e valores, mas conforme as necessidades dele. Criança, por exemplo, de zero a dez anos, necessita de muito beijo, colo, abraço e carinho, ao passo que em outras fases, possui outras necessidades. O importante é saber que independente da fase que seu filho estiver vivenciando, ele precisa se sentir amado. 
Pai e mãe vocês não podem esquecer que seu filho anda com uma “placa” pendurada no pescoço. Essa “placa”acompanha-o por toda a vida, seja na escola, no trabalho, aonde quer que ele esteja, está sempre com essa “placa”. Mas vocês devem estar perguntando: “Que placa é essa que eu nunca vi?”. É uma “placa”invisível com os seguintes dizeres: “me ame”, “me conquiste”, “me valorize”, “me faça sentir importante”, “me dê atenção”. A primeira pessoa que preencher esses requisitos, ganhará o coração de seu filho.
Pais, fiquem atentos: ou vocês conquistam seus filhos, ou o mundo irá conquista-los e, nem sempre, para o caminho do bem.
Tem muito pai e mãe amando seus filhos de forma inadequada. Preocupados em oferecer-lhes de tudo, entram em uma correria no seu dia-a-dia, trabalhando muito, fazendo muitas horas extras, projetos e cursos, tudo para atender as necessidades materiais do filho. Mas, cuidado, papai e mamãe… Nessa preocupação em querer oferecer de tudo para seu filho, você pode esquecer do principal: de “você mesmo, pai ou mãe”, o maior tesouro que seu filho necessita….
Ser pai e mãe é preparar o filho para a vida. Essa missão não se contrói de um dia para o outro, por isso ele precisa do seu olhar, da sua atenção, do seu coração, do seu tempo.

GARCIA, Everaldo. Educar para a vida, um desafio para os dias atuais. SP: Ed. Palavra e prece, 2009, p. 16