Educar para vida – Amor próprio

Para refletir… 

Seu filho desenvolverá amor próprio se ele realmente sentir-se amado. Porém, não devemos amar nossos filhos segundo os critérios e valores, mas conforme as necessidades dele. Criança, por exemplo, de zero a dez anos, necessita de muito beijo, colo, abraço e carinho, ao passo que em outras fases, possui outras necessidades. O importante é saber que independente da fase que seu filho estiver vivenciando, ele precisa se sentir amado. 
Pai e mãe vocês não podem esquecer que seu filho anda com uma “placa” pendurada no pescoço. Essa “placa”acompanha-o por toda a vida, seja na escola, no trabalho, aonde quer que ele esteja, está sempre com essa “placa”. Mas vocês devem estar perguntando: “Que placa é essa que eu nunca vi?”. É uma “placa”invisível com os seguintes dizeres: “me ame”, “me conquiste”, “me valorize”, “me faça sentir importante”, “me dê atenção”. A primeira pessoa que preencher esses requisitos, ganhará o coração de seu filho.
Pais, fiquem atentos: ou vocês conquistam seus filhos, ou o mundo irá conquista-los e, nem sempre, para o caminho do bem.
Tem muito pai e mãe amando seus filhos de forma inadequada. Preocupados em oferecer-lhes de tudo, entram em uma correria no seu dia-a-dia, trabalhando muito, fazendo muitas horas extras, projetos e cursos, tudo para atender as necessidades materiais do filho. Mas, cuidado, papai e mamãe… Nessa preocupação em querer oferecer de tudo para seu filho, você pode esquecer do principal: de “você mesmo, pai ou mãe”, o maior tesouro que seu filho necessita….
Ser pai e mãe é preparar o filho para a vida. Essa missão não se contrói de um dia para o outro, por isso ele precisa do seu olhar, da sua atenção, do seu coração, do seu tempo.

GARCIA, Everaldo. Educar para a vida, um desafio para os dias atuais. SP: Ed. Palavra e prece, 2009, p. 16

Síndrome de Irlen

SÍNDROME DE IRLEN

 

ASíndrome de Irlen afeta aproximadamente 12 – 14% da população geral. As pessoas que apresentam tal síndrome relatam que a luminosidade, o contraste, o ofuscamento, o tamanho da impressão, a quantidade de optotipos impressos em uma página, o trabalho e esforço de compreensão contínua, podem afetar negativamente o desempenho na leitura, como também interferir na realização de outras atividades visuais.

 

As pessoas com a Síndrome de Irlen (SI) consomem mais energia e esforço na leitura e outras atividades visuais porque captam a informação visual de modo diferente das demais. Estratégias inconscientes são usadas na tentativa de controlar tais falhas de percepção.

 

Isto pode causar fadiga, cansaço e desconforto. Além disso, percepção incorretas podem afetar a leitura, a nitidez, a compreensão e o tempo que a pessoa consegue se manter concentrada.

 

ASI pode afetar outras áreas acadêmicas como cópia, escrita, cálculos matemáticos, soletramento e uso de computador. Atenção, motivação, concentração e desempenho também podem ser afetados.

 

Muitas pessoas com SI relatam cansaço, dores de cabeça, ou outros sintomas físicos quando lento sob influência de luzes fluorescentes.

 

Algumas pessoas com SI não têm consciência de tal distúrbio e se consideram desajeitados e descoordenados sem se darem conta que estes problemas são a parte aparente de uma dificuldade mais ampla.

 

ASíndrome de Irlen é apenas uma peça do quebra – cabeça, uma entre as várias limitações presentes, entre elas a Dislexia, TDAH e outros.

 

ASI não é considerada uma incapacidade de aprendizagem e sim um desajuste do processamento visual.

 

Os sintomas associados com a Síndrome de Irlen não são detectados por outros testes de percepção, testes de leitura, psicopedagógico, avaliação clínica ou oftalmológica; como também não melhoram com a idade, medicação ou outros tratamentos.

 

Aproximadamente 46% dos indivíduos com distúrbios de leitura, aprendizagem, atenção, dislexia ou outros podem ser portadores da Síndrome de Irlen. Quando a SI não é diagnosticada, os indivíduos podem ser vistos como tendo problema de comportamento, de atitude, emocional e de motivação.

 

Por apresentarem problemas com luz branca, não conseguem ser produtivos quando expostos a ela, podendo ser considerados “preguiçosos” ou “displicentes” ou se sentirem incompetentes.

 

O método Irlen não é um método de instrução de leitura, ou um substituto ao uso de medicação ou do apoio multidisciplinar e sim, um método que irá eliminar certa barreira de aprendizagem, permitindo que o indivíduo progrida com intervenções e instruções apropriadas.

 

ASíndrome de Irlen possui 5 subgrupos. Um indivíduo pode apresentar sintomas que abranjam uma ou mais das seguintes áreas.

 

  • Sensibilidade à luz:Indivíduos não toleram luz branca, ofuscamento, luz fluorescente e faróis. A luminosidade parece causar cansaço sensorial, resultando em distorções, déficit de atenção e concentração, ansiedade, irritabilidade, cansaço ou outros sintomas físicos.

 

  • Acomodação:Páginas brancas ficam brilhantes, e parecem competir com a impressão anulando-a. Isto resulta em uma variedade de distorções, dificultando a leitura e causando desconforto.

 

  • Distorções:Letras, palavras, números ou notas musicais perdem a clareza e a estabilidade. As distorções incluem vibração, pulsação, movimento ou borramento, mas não são restritas a tais sintomas; podendo afetar eficiência de leitura e a compreensão da mesma.

 

  • Cognição restrita:Incapacidade de ver letras, palavras, notas musicais ou números agrupados; podendo variar entre ver grupo de palavras ou perceber uma letra por vez. A cognição restrita pode afetar a capacidade de identificar letras corretamente, de manter a fixação, aumentar a velocidade de leitura ou passar os olhos pelo texto.

 

  • Má percepção:Há perda de claridade, estabilidade e dimensão dos objetos. As dificuldades podem afetar a percepção de profundidade, e distância ou a capacidade de seguir objetos em movimento. As restrições podem causar problemas com degraus, escadas rolantes, na prática de esportes e condução de veículos.

 

 

 

Texto retirado da apostila do curso de Distúrbios de Aprendizagem Relacionados à Visão (P. 02 e 03) www.fundacaoholhos.com.br

 

 

 

Palestrantes:

 

 

– Aline Souza Costa: Pedagoga, Neuropsicopedagoga, Arteterapeuta e screener da Síndrome de Irlen.

Contato: (11) 97652-6474 / 3705 4890  alinesouzacosta@hotmail.com

 

 

– Silvia Casa Grande Macedo: Estudante de Pedagogia e screener da Síndrome de Irlen.

Contato: (11) 99800-8656  scgmacedo@gmail.com

Projeto minha Boneca de Pano

“Projeto minha Boneca de pano” iniciou com a história da “Bambolina”, ouviram e conversaram com a boneca. Surgiu a ideia de cada uma ter a sua boneca. Iniciamos a confecção: riscar o molde, cortar, costurar, encher, desenhar o rosto, colocar o cabelo, roupa e está pronta!

Foram momentos maravilhosos!

 

Sexualidade infantil

Num grupo de estudo de Jung em que participo, abrimos a discussão acerca da sexualidade infantil e para fundamentar usamos o texto “A teoria da sexualidade infantil” do livro: Freud e a Psicanálise de C.G. Jung.

Muito ouvimos falar da teoria de Freud, dos comentários e senso comum como Freud explica, ou de coisas que acontecem ou são expressadas pela pessoa em que a explicação é o excesso ou falta da sexualidade. Quando veem aqueles desenhos feitos por crianças, numa visão freudiana levam interpretações fálicas e por sua vez ligadas às questões sexuais, enfim, Freud coloca os prazeres infantis como impulsos da sexualidade.

Para Jung as funções psicológicas acerca da teoria da sexualidade infantil estão relacionadas aos fenômenos fisiológicos do ser humano. A sexualidade já existe desde o começo (ab ovo) e só se manifesta muito tempo depois da vida extrauterina.

Acredita-se que o instinto de conservação da espécie ou impulsos da sexualidade, comece a se desenvolver nos primeiros anos da infância, junto com os órgãos de reprodução, função fisiológica, sem que ainda perceba a futura função. Assim, pode-se dizer que o desenvolvimento da sexualidade, a descoberta, o momento em que se aflora e se vive as primeiras experiências com o corpo não se inicia somente na puberdade como ouvimos dizer.

Diferente de Freud, Jung não considera o prazer de nutrição como função sexual, isso pode ser visto pela projeção do adulto para a criança. O ato de chupar da criança lhe dá prazer, mas não necessariamente pertence à esfera sexual e sim mais uma vez ao prazer de nutrição, que lhe pertencem a forma e o lugar em que se tem o prazer.

Esse tipo de comportamento deve estar associado a idade em que a criança precisa chupar ou sugar para obtenção de alimento, pois quando continua fazendo em idade mais avançada passa a ser prejudicial para uma série de fatores do seu desenvolvimento, como linguagem, fortalecimento da estrutura facial, comportamentos infantis e imaturos para sua idade, o que pode trazer problemas emocionais inesperados.

Jung considera esses comportamentos como colocar o dedo na boca, roer unhas, futucar o nariz e os ouvidos, por exemplo, de maus hábitos da criança em crescimento, que podem ser considerados como estágios prévios à masturbação ou atos semelhantes antes da fase de amadurecimento, tratando-se de todos como atos para obtenção de prazer no próprio corpo.

Ampliando podemos pensar quais são os prazeres que essa criança busca, o que realmente necessita nesse momento? Nem sempre esses comportamentos podem estar associados ao estágio prévio do início da sexualidade, mas também já indicar questões relacionadas às emoções, como ansiedade, imaturidade e má conduta social, o que vai deve ser cuidadosamente observado e levado em consideração pelos responsáveis, buscando uma orientação de um especialista em lidar com as questões emocionais e desenvolvimento infantil.

Há um momento em que a criança faz descobertas do próprio corpo, sendo saudável desde que haja respeito pelo que sente e não incentivo por atitudes e comportamentos obscenos. Tudo tem o seu tempo certo de acontecer e nesse momento basta entender as descobertas da criança sem podar o instinto de prazer e punir por algumas sensações que possam vir buscar com o próprio corpo, lembrando que são estágios prévios a sexualidade e precisam ser cuidados e não reprimidos.

Temos um parâmetro do desenvolvimento infantil dos momentos esperados para rolar, sentar, engatinhar, andar, falar, controlar os esfíncteres, e assim por diante, quando algo sai do esperado, considerando uma margem de seis meses aproximadamente para menos e para mais para acontecer, é necessário um olhar diferenciado, atendo, e cuidadoso, para que possa acolher a criança em sua real necessidade e consequentemente se desenvolver de maneira saudável nas questões físicas, sociais e emocionais.

A sexualidade infantil é um assunto ainda muito delicado que gera nos adultos certa insegurança para lidar com a criança. A dica é tratar com naturalidade, como parte do desenvolvimento, afinal é saudável e natural passar. Buscar orientação no caso de dúvida para poder orientar é o melhor a se fazer. Da mesma maneira que temos acesso a muitas informações virtuais, as crianças e pré adolescentes também. Cuide desse universo, ainda tem informações e orientações que são melhores acontecerem em casa, respeitando tempo, valores e as reais necessidades daquele momento.

 

Aline Souza Costa

Pedagoga/ Neuropsicopedagoga Clínica

Psicoterapeuta e Arteterapeuta Junguiana

 

 

Referência: JUNG, Carl Gustav. Freud e a Psicanálise. 7 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013

A criança frente as telas na era digital

A criança frente as telas na era digital 

Venho observando em minha prática clínica como neuropsicopedagoga e arteterapeuta, que uma das principais queixas das famílias é o tempo exagerado em que seus filhos permanecem diante das telas.

Falar desse assunto é muito importante, visto que é um problema em que as famílias passam todos os dias, buscam solução, porém estão sem ação diante desse mundo digital imenso, que se mostra incontrolável cada vez mais.

O acesso à internet e o tempo em que as crianças se dispõem frente às telas é um assunto urgente para se dar atenção e um novo olhar. Tudo isso prejudica muito mais do que favorece a criança.

Ela perde oportunidade de relação social, de se movimentar e desenvolver a psicomotricidade, prejudica a visão com excesso da luz azul das telas, apresentam dificuldades de aprendizagem, ficam aceleradas com as imagens tornando-se cada vez mais ansiosas, agitadas e recebendo influências na capacidade de reter o foco de atenção e concentrar-se.

Enfim, penso que esse assunto dever ser discutido pelas famílias, escolas e responsáveis, para que reconheçam o que vale ou não a pena frente a tudo o que oferece e se tira da criança com a tecnologia.

Sempre conversamos a respeito da importância de colocar um limite, ou melhor, criar e ensinar bons hábitos digitais, afinal proibir não é o caminho, visto que estamos na era digital onde cada vez mais temos a tecnologia presente em nossas vidas.

Para Kilbey (2018) a melhor hora para criar bons hábitos virtuais e impedir que o tempo de tela se torne uma obsessão é quando a crianças está em “idade latente” (que abrange o período da idade dos quatro aos onze anos aproximadamente). Considero que antes dessa idade a criança não tem necessidade alguma de usar aparelhos eletrônicos.

Após os quatro anos de idade as crianças se tornam mais independentes, já passaram por fases importantes no desenvolvimento como: rolar, engatinhar e andar. Nesse momento os pais deixam de ficar em cima da criança e voltam a se preocupar mais intensamente próximo da adolescência.

Segundo Kilbey, na fase de 4 a 14 anos as crianças estão o tempo todo criando novas vias neurais e isso nos faz pensar da importância do olhar dos pais no desenvolvimento das crianças nesse período, principalmente atentar-se ao tempo de tela e aos impactos que podem ter no desenvolvimento do cérebro.

Enquanto a criança fica diante de uma tela ela perde oportunidades de expandir as habilidades sociais e emocionais que vão precisar para a vida toda.

No próximo texto teremos a reflexão de como as telas afetam nossos filhos.

Aline Souza Costa 

Pedagoga/ Neuropsicopedagoga/ Psicoterapeuta e Arteterapeuta Junguiana

Referência: KELBEY, Elizabeth. Como criar filhos na era digital. São Paulo. Ed. Fontanar, 2018.

CONFECÇÃO DE MANDALAS

CURSOS E PALESTRAS 2˚ SEMESTRE 2018

Alex Fernandes Nunes (Psicólogo Junguiano)

Tipos psicológicos
Tipos Psicológicos é o nome dado para a seção da teoria de Jung que se foca na descrição da personalidade humana, tendo destaque em identificar as similaridades e diferenças que ela apresenta. Junto a esses conceitos foram acrescentados elementos por Mayers-Briggs e Keirsey, que ficaram mais conhecidos por embasar o teste MBTI.

Datas e horários: 17/08 das 19h30 às 21h30 ou dia 18/08 das 13h às 15h.
Duração: 2 horas Inscrições até o dia 15/07
Investimento: R$30,00 (Trinta Reais)

Curso sobre as conferências de Tavistock
Este curso é uma introdução a teoria de Carl Gustav Jung em seus conceitos básicos, tendo como base as conferências de Tavistock onde ele explica sua teoria para um grupo de psiquiatras, que pode se encontrar no livro “A vida simbólica” vol 18/1 das obras completas.

Datas e horários:
Turma 1: 24/08, 31/08, 14/09, 21/09 e 30/09 das 19h30 às 21h30
Turma 2: 25/08 e 15/09 das 13h às 17h e 22/09 das 13h às 15h
Duração: 10 horas Inscrições até o dia 22/08
Investimento: R$150,00 (Cento e cinquenta reais)

Aline Souza Costa (Neuropsicopedagoga, Screener de Síndrome de Irlen e Arteterapeuta)

Distúrbios de aprendizagem relacionados à visão – conhecendo a Síndrome de Irlen.
Conhecer distúrbios de aprendizagem relacionados à visão e refletir acerca dos efeitos da luz azul, estresse visual e síndrome de Irlen.
Datas e horários: 29/08 das 18h às 20h
Duração: 02 horas. Inscrições até o dia 27/08
Investimento: 1 quilo de alimento não perecível

Dificuldades e distúrbios de aprendizagem
Abordará acerca das diferenças entre as dificuldades e distúrbios de aprendizagem (sintomas, diagnóstico e sugestões de intervenções clínicas e escolares).
Datas e horários: 25/08 das 13h às 15h.
Duração: 02 horas. Inscrições até o dia 24/08
Investimento: R$ 35,00 (Trinta e cinco reais)

Contos de fadas no processo de aprendizagem – uma visão arteterapêutica.
Refletir como os Contos de Fada, como recurso arteterapêutico, podem contribuir no processo de aprendizagem. Conhecer as possibilidades do acesso aos conteúdos emocionais através dos contos.
Data e horário: 13/09 das 17h30 às 19h
Duração: 01h30min Inscrições até o dia 11/09
Investimento: R$ 30,00 (Trinta reais)

O desenho infantil e sua importância como expressão
Levará a reflexão em perceber o desenho infantil como expressão emocional, manifestação do desenvolvimento e percepção de mundo.
Data e horário: 15/09 das 13h às 15h
Duração: 02h Inscrições até o dia 14/09
Investimento: R$ 30,00 (Trinta reais)

Conhecendo os Mandalas como reorganizador da psique.
Popularmente os mandalas têm poder auto curativo, promovem a criatividade e leveza para quem cria, como decoração harmonizam o ambiente e facilitam a meditação. Nesse encontro iremos acrescentar os conceitos da Psicologia Analítica que fundamentam o trabalho com mandalas e a possibilidade da reorganização da psique.
Data e horário: 01/09 das 13h às 14h30
Duração: 01h30min Inscrições até o dia 31/08
Investimento: R$ 30,00 (Trinta reais)

Confecção de mandalas com olhar arteterapêutico.
Nesses encontros o participante terá a oportunidade de confeccionar mandalas e se beneficiar num momento de presença, organização, consciência, criatividade e cura.
Datas e horários: às quintas-feiras das 19h30 às 21h30 – Inscrições até a quarta feira que antecede.
sábados: 11/08, 27/10 e 10/11 das 13h às 15h
Duração: 02h
Investimento: R$ 40,00 (Quarenta reais)

Carolina B. Veri (Pedagoga e Psicopedagoga)

Inteligências múltiplas – atividades para todo o aprendizado.
Todo o aprendizado é possível. Todos temos estratégias e metodologias para que ele aconteça, mas não seria ideal se conseguíssemos que tais ensinamentos fossem adquiridos mais prático e definitivamente? As inteligências múltiplas mostram ao profissional esse caminho com mais suavidade e eficácia.
Data e horário: 06/10 das 10h às 11h30. Inscrições até o dia 04/10
Duração: 1h30 Investimento: R$ 30,00 (Trinta reais)

Clariana Balsanelli (Pedagoga e Psicopedagoga)

Um olhar diferenciado para as crianças hospitalizadas.
A internação de uma criança é um dos momentos mais críticos para a família, pois, como afirma Sabates (1999), “a hospitalização é considerada uma experiência comumente estressante para a criança e seus pais, na maioria das vezes impondo uma ruptura nos vínculos afetivos da criança com sua família e com o próprio ambiente em que vive”. De acordo com Leitão (1993), com a hospitalização ocorre uma interrupção do ritmo comum de vida, seja por curto ou longo prazo. Neste contexto o psicopedagogo irá se ocupar do desenvolvimento infantil de modo geral, focando em medidas preventivas, ver e analisar como a doença interferiu no desenvolvimento escolar, social e afetivo. Daí a importância de se ter um olhar diferenciado para com a criança.
Data e horário: 15/09 das 9h às 10h30.
Duração: 2 horas. Inscrições até o dia 13/09
Investimento: R$ 30,00 (Trinta reais)

Sandra Cristina Boschetti (Neuropsicopedagoga, Terapeuta e Arteterapeuta Junguiana)

Brincar – vivências diárias para a vida
A importância do brincar em qualquer espaço para o desenvolvimento humano nos seus aspectos cognitivos, emocionais, sociais e físicos.
Datas e horários: 22 ou 28/09 das 13h30 às 16h30.
Duração: 03 horas. Inscrições até o dia 19/09
Investimento: R$ 40,00 (Quarenta reais)

A relação da família e a relação virtual
A importância da relação familiar para estrutura dos aspectos do desenvolvimento emocional, social e físico. Como transformar as possibilidades relacionais e as possíveis mudanças. O favorecimento nas relações com atividades e jogos.
Datas e horários: 06/10 das 13h30 às 16h30.
Duração: 03 horas. Inscrições até o dia 03/10
Investimento: R$ 40,00 (Quarenta reais)

Arteterapia – Uma vivência através das expressões artísticas que nos conectam com nossas emoções.
Técnicas expressivas.
Datas e horários: 18/08 das 15h às 17h – grupo de adultos – Inscrições até o dia 15/08
21/09 das 18h às 20h – grupo de adolescentes (13 a 17 anos) Inscrições até o dia 18/09
20/10 das 13h30 às 15h30 – grupo de crianças (7 a 12 anos) Inscrições até o dia 17/10
Duração: 02 horas
Investimento: R$ 40,00 (Quarenta reais)

O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E A PSICOLOGIA JUNGUIANA

Como proposta do nosso grupo de estudos de Jung, textos serão criados a partir das leituras e debates realizadas para cada obra trabalhada, iremos sintetizar as discussões em textos, para poder expressar nossos avanços de estudos tanto para a comunidade acadêmica que nos cerca, e assim quem sabe, conseguir novos membros, quanto para nossos clientes e seus parentes compreenderem em que ideias e teorias parte de nossa equipe se baseia, podendo assim conter algumas “dicas” e sugestões, vindas da teoria, de como lidar com situações do dia a dia.
A partir dessa abertura, a obra que será discutida neste texto é o capitulo “O desenvolvimento da criança e a psicologia” que se encontra no guia das obras completas de Jung, escrito por Robert H. Hopcke (guia este com o intuito de resumir conceitos importantes da teoria Junguiana e oferecer uma lista de obras dentro da coleção das obras completas para estudar determinados temas).
A principal ideia neste resumo, é de que Jung concebe a mente infantil, principalmente aquela muito jovem, como um mar de inconsciente e suas consequências. Esse “mar de inconsciente” acaba sendo uma metáfora, um “como que” dado o fato de que esse inconsciente é tanto imensamente profundo, quanto largo, sem poder se ver realmente até onde ele se estende. Porém, conseguimos ver claramente as “ilhas” que se formam neste mar, principalmente ao tratamos de crianças, suas pequenas percepções formadas a partir do mundo real, o início de suas noções sobre si mesmas e até esboços de conceitos mais avançados como “família” que aos poucos se tornam territórios sólidos no meio de um mar de incerteza, aos poucos eles se juntam para formar uma noção mais consistente de si e dos outros, formando assim o que chamamos de “Ego”, que representa tanto a noção que cada um temos de si mesmo, quanto o centro da consciência, a partir dele que podemos nos tornar mais conscientes de nós mesmos e de tudo o que nos cerca.
Porém, até que esse território se estabeleça, os jovens estão conectados a todos os dados inconscientes que os cercam, assim surge a afirmação de que uma criança não possui seus próprios problemas, mas sim acaba sendo um espelho do ambiente que a cerca. O que queremos dizer é que sintomas apresentados por crianças tendem a ser uma metáfora da condição inconsciente dos ambientes nos quais elas convivem, por isso acaba por ser tão comum no atendimento psicológico infantil que os pais sejam chamados em um momento ou outro para realizar suas próprias terapias, ou pelo menos, algum tipo de acompanhamento junto ao atendimento da criança. Contudo, além de refletir sua família ou um ambiente com o mesmo papel, uma criança acaba tendo essa mesma percepção do inconsciente de todos os cenários que a cercam, absorvendo assim o drama da escola em que estuda ou até de algum parquinho que passe muito tempo, porém, não de forma que consiga elaborar racionalmente, visto que isso depende da consciência que ainda está se formando.
Por fim, boa parte da teoria Junguiana se baseia na existência de um “inconsciente coletivo”, tanto da humanidade ao todo, quanto de comunidades menores, como a de uma família ou afins, isto é, onde há uma concentração de humanos, há uma ligação, como se fosse uma rede, de seus inconscientes, transmitindo em algum nível certas informações. Logo, se consideramos que a criança consegue “captar” involuntariamente informações dos grupos menores com os quais convive, devemos considerar também que estão mais próximas do tal “inconsciente coletivo” que representa a humanidade como um todo, portanto, é perceptível como as grandes imagens, as tais chamadas de arquétipos, influenciam a vida infantil, por exemplo as histórias de heróis, as aventuras de reis, fadas e diversos personagens do tipo que encantam a criança justamente por serem portadoras da projeção de grandes imagens que ainda não conseguem ser processadas adequadamente.
Vemos assim, a formação do consciente via um mecanismo que leva a uma recapitulação da história da humanidade na vida de cada criança, Jung fala sobre como vivemos todas as fazes de evolução psicológica da raça humana enquanto crescemos, assim, pode se considerar que a mente de um recém-nascido acaba por não ser tão diferente daquela de um humano da pré-história, e cresce passando pelos outros períodos, como a idade clássica, o renascimento, etc. até que se chegue no momento presente, isso fica claro ao se observar a estrutura escolar, onde o conhecimento adquirido pela humanidade é ensinado de forma progressiva, sendo levado em conta inclusive que tipo de conteúdo cada faixa etária é capaz de compreender, contudo, este mecanismo não é “automático”, ele precisa ser incitado de alguma forma, assim podemos ver uma segunda função da educação formal, aquela que não é dada só em instituições de ensino, mas em todos os ambientes nos quais uma criança convive, incluso o familiar, a consciência precisa ser estimulada enquanto vamos crescendo para que possamos nos tornar membros da civilização humana, pode-se inclusive dizer que as crianças que não passam por este processo “civilizatório” são mais próximas de animais irracionais do que de humanos, já que vivem na base do inconsciente e do instinto.
Alex Fernandes Nunes
Psicólogo Junguiano