A tesoura e a psicomotricidade infantil

ANa educação infantil, a partir de 2 anos e meio a criança já pode começar a manusear uma tesoura escolar, sempre supervisionada por um adulto. Porém, é necessário que esse aprendizado seja realizado de forma gradual e respeitando  os limites de cada um.  Nesta fase, o uso da tesoura contribui com o desenvolvimento cognitivo e motor da criança, sendo que o uso da mesma envolve a consciência corporal,coordenação motora, estabilidade postural, percepção visual, coordenação visomotora, integração bilateral, orientação espacial e força muscular que quando bem estimulados contribuem para uma boa evolução acadêmica. 

Então, vamos incluir a tesoura nas mais diversas atividades educativas?

Sirlei A. de Freitas / Pedagoga, Psicopedagoga e Psicomotricista Educacional

Saiba mais:

– Coordenação motorarelaciona-se com a nossa capacidade de realizar movimentos articulados como pular, pintar, escrever, correr e outros.

– Estabilidade postural: é a capacidade de manter o corpo em equilíbrio, estando o corpo em situações de repouso ou em movimento estável.

– Percepção visual: os nossos olhos recebem informações quando olhamos para um local, pessoa ou objeto. O resultado dessa informação interpretada e recebida pelo cérebro é o que chamamos de percepção visual

– Coordenação visomotora: consiste no controle do movimento dos olhos para alguma direção em relação ao movimento das mãos e do corpo em tarefas funcionais. Contribui para o processo de aprendizagem, já que para aprender e fixar a grafia é indispensável que a criança tenha a coordenação olho-mão plenamente desenvolvida.

– Integração bilateral: é a capacidade de utilizar ambos os lados do corpo (inclui membros superiores, inferiores e os olhos) de forma coordenada e harmônica. Ela está presente no amarrar os cadarços, usar o garfo e faca, cortar com tesoura, vestir-se, abotoar-se, abrir e fechar o zíper, caminhar; praticar esportes (futebol, natação, vôlei, entre outras).

– Orientação espacial: É a tomada de consciência da situação de seu próprio corpo em um meio ambiente.

– Consciência corporal: é a capacidade de uma pessoa em conhecer o seu próprio corpo, como ele funciona e quais são suas limitações e condições físicas, tanto interna como externamente.

– Força muscular: Quantidade de tensão que um músculo ou grupamento muscular pode gerar dentro de um padrão específico e com determinada velocidade de movimento.

Referências: Portal Educação, Cognifit Metodologia e Referências Científicas Neurosaber, Borghie T; Pantano T. Protocolo de Observação Psicomotora (POP-TT) Pulso Editora 2010

APRAXIA

Apraxia é uma dificuldade na realização de movimentos complexos, estando mantidas as vias motoras e as atividades intelectuais. O paciente tem plena consciência do ato a ser realizado, não há problemas gnósicos (perceptuais), de atenção ou rebaixamento de inteligência significativa. 

Apraxia construtiva é a dificuldade na execução de gestos ou tarefas orientadas no espaço segundo um sistema de coordenadas, como por exemplo, em provas de orientação direita e esquerda ou na realização de quebra-cabeças, e é decorrente de lesões nas áreas terciárias do córtex perieto-têmporo-occipital.

Apraxia motora, que é decorrente de lesões nas áreas secundárias dos lobos frontal e parietal, que são áreas de associação justapostas às áreas primárias dos respectivos lobos. É subdividida em dois grupos: Apraxia eferente e aferente.

A Apraxia Eferente, decorrente de lesão na área secundária frontal (área 6 de Brodmam), que resultaria em dificuldade na ¨passagem suave de um elemento motor para outro¨, dando uma perda da ¨melodia cinètica¨ do movimento e que pode se manifestar nos membros superiores, e se afetar os movimentos motores acarretará em Afasia Motora Eferente (Afasia de Broca). 

A Apraxia Motora Aferente causada por lesão na área secundária parietal, área 5 e partes das áreas 7 e 40 de Broadmann, resultaria em ¨prejuízo das sínteses aferentes¨ necessárias, com conseqüente dificuldade na execução de movimentos diferentes e perda da fineza e precisão manifestada quer em membros superiores, quer nos movimentos articulatórios, com dificuldade na realização de articulemas semelhantes, resultando numa Afasia Motora Aferente.

                                                                       Fga Vanessa Netti Ortega Antochiw

                                                                                                         CRFa 2-7138

Criatividade e Transformação

Somos pessoas criativas, temos essa possibilidade desde o nascimento. A criatividade se manifesta de maneira diferente em cada um de nós.  Por vezes, durante o desenvolvimento, as crianças são tão julgadas e criticadas, com preocupações estéticas, que acabam por se convencer de que não criam coisas interessantes, preferem copiar ou receber pronto. 

A criatividade promove a saúde emocional do ser humano e como sabemos no mundo em que vivemos, cada vez mais mergulhados em altas tecnologias, diversões eletrônicas e relações virtuais, torna-se comum que as crianças passem horas com essas distrações, com seus corpos imobilizados, falando mal, escrevendo mal, criando pouco ou quase nada. Assim não têm a oportunidade de criar e cuidar das emoções, tornando-se cópias uma das outras, perdendo a autoreferência e a própria essência.  A arteterapia, nestes aspectos, pode ser transformadora. 

Para Fayga Ostrower, crescer, saber de si, descobrir seu potencial e realizá-lo: é uma necessidade interna. É algo tão profundo, tão nas entranhas do ser, que a pessoa nem saberia explicar o que é, mas sente que existe nela e está buscando-o o tempo todo e das mais variadas maneiras, a fim de poder identificar-se na identificação de suas potencialidades. No entanto, é só ao logo do viver que estas potencialidades se dão a conhecer. (…) então, é preciso viver para poder criar. 

Ao pintar, desenhar, modelar, a criança se encontra diante de múltiplas possibilidades criativas, explorando os materiais, o que se constitui em uma atividade enriquecedora, que combina e aguça todos os sentidos. Irá entrar em contato com o material, experimentar, tentar, ousar e vivenciar. 

Acompanhar esse processo possibilitará que a experiência seja segura, estimulando a criança, aceitando suas produções sem julgamentos de natureza estética, sem apontar erros ou equívocos, pois aquela é a sua possibilidade de registro afetivo, de externalização de seu mundo interior.  

Estimule a criatividade! Experimente e Transforme! Faça Arteterapia!

Aline Souza Costa Arteterapeuta

Atividades em grupo Março/2020

– Conexão com o feminino / Dias 02, 16 e 30/03
– Encontro de mães para uma vivência Arteterapêutica / Dias 09 e 23/03
– Ativando a mente / Início 05/03
– Vivências com Mandalas / Dias 07 e 21/03
– Jogo da Vida / Dia 14/03
– Aprofundamento Mulher / Dias 07 e 21/03

Informações: 11 96477 3219

O que é Arteterapia?

A psicologia analítica adequa e fundamenta a prática arteterapêutica, que ao utilizar diversos recursos expressivos favorece um diálogo com as imagens inconscientes. 

Ao falar de arteterapia, damos importância à criatividade, à espontaneidade do inconsciente e a arte como um caminho para se expressar, transformando sentimentos e pensamentos em imagens que posteriormente são ressignificadas possibilitando e ampliando o autoconhecimento e a transformação interior.

A arte é uma facilitadora do acesso ao inconsciente, vem sem disfarce, sem controle ou defesas, uma comunicação que vai além do verbal. A expressão simbólica através do desenho, pintura e modelagem, por exemplo, descentraliza o ego promovendo uma experiência menos racional com as imagens. O fazer criativo também pode provocar prazer ao lidar com as infinitas possibilidades e descobertas que os materiais plásticos oferecem.

A arteterapia irá amparar, proteger e acolher o processo natural de criação e a materialidade envolvida, ou seja, com os materiais, terapeuta e com aquilo que cria. 

 Os materiais são escolhidos cuidadosamente, pois além de estimular a criatividade podem estabelecer outras relações como aquelas que precisam impor força, com o uso de materiais mais duros, ou ajudar a liberar afetos mais intensos com os materiais mais fluidos. O arteterapeuta organiza as atividades em consonância com esse funcionamento e considera também as dimensões psicodinâmicas básicas do processo arteterapêutico.

É essencial entrar em contato com a arte realizada, fazer uma leitura compreensiva das imagens, deixar vir e sentir o que veio à tona durante o processo de criação, sem a intensão da mera interpretação e preocupação estética. Aos poucos o indivíduo adquire novos olhares para si mesmo, descobre sentimentos e sensações, que poderão ser assimiladas pela consciência. 

Vale a experiência desse processo! 

Aline Souza Costa 

Arteterapeuta

MÃO “…Nem mãos, nem mãos. Apenas mãos.”


Para alguns cientistas, as mãos são as principais responsáveis pela evolução do ser humano. A opinião, que eu respeito, de que o polegar opositor nos coloca à frente dos demais animais é de fato verdadeira. Porém, não creio que esse seja o único fato que determinou sermos o que somos. Hoje andamos eretos, raciocinamos, sentimos e fazemos. Se observarmos um pouco podemos perceber estas ações acontecendo em nosso corpo. Na cabeça o raciocínio, os sentimentos no tronco e nos membros o fazer. Andar, sentar, deitar, correr, são tarefas do fazer. Parte deste fazer, são realizados pelas mãos. Algumas expressões ligadas diretamente as mãos nos acompanham durante o dia-a-dia como: “…uma mão lava a outra.”, “…me dê uma mãozinha?”, ‘…este vai comer na minha mão.”, “…eu conheço na palma da minha mão”… Algumas pessoas sofrem amputações ou má formação destes metros. Pessoas nesta condição, de uma forma ou de outra, se adaptam a sua realidade. Mas e você, já imaginou como seria sua vida sem uma das mãos? E sem as duas mãos? E como seria com três ou quatro mãos? Neste ponto quero que você pense o quanto usa suas mãos. Ou principalmente, para que você usa suas mãos? Ou ainda mais importante, com quais intenções você as usa? Quantas vezes por dia, por exemplo, ao cumprimentar alguém, você dedicou aquele instante que segurou a mão da outra pessoa para “senti-lo”? As mãos estão presentes em toda a história da humanidade. No antigo Egito, a imposição das mãos foi usada, sabiamente, em processos terapêuticos e, através de pinturas e escritos, podemos observar imagens de deuses e sacerdotes praticando a imposição das mãos em rituais. Cristo fez imposição de mãos para curar os enfermos… hoje, mesmo em alguma religiões, este ato ainda é praticado de forma simbólica. Mas, que mãos são estas tão presentes em nossas vidas? Que importância você dá para suas mãos? A quais ações e intenções você aciona suas mãos? “…Mãos, mãos que pegam, mãos que soltam, mãos que roubam, mãos que dão; mãos, mãos que acariciam, mãos que agridem, mãos que apontam, mãos que mostram; mãos, mãos que unem, mãos que separam, mãos que curam, mãos que matam, são as mesmas mãos; São apenas mãos.” Willian Silva Arteterapeuta

AMAR UMA CRIANÇA

*Não basta amar um filho, é preciso expressar esse amor em ações* 

Amar um filho é, ao mesmo tempo, simples e desconcertante, pois não basta sentir o amor, é preciso demonstrá-lo! Ter o coração inundado de afeto por um filho não é o suficiente, amar o bebê, a criança, o adolescente, em todas as fases de seu crescimento, requer se expressão desse amor com atitudes amorosas. E, provavelmente, você já sabe, este é um compromisso para a vida toda, que requer energia, muito trabalho, suplantação de preconceitos e dos próprios limites. É preciso se superar, dar o melhor de si. É preciso estar sempre atento para o que se diz e o que se faz, porque vocês, pais, são as pessoas mais importantes na vida de seu filho e, no fundo do coração, sabem quer a forma como tratam essas criança terá um efeito significativo em seu desenvolvimento.
As atitudes amorosas são necessárias a partir do momento em que o bebê vem ao mundo, e o serão pela vida afora. O bebê nasceu há apenas um mês e a vida do casal mudou completamente. Acabara-se as noites de sono, os banhos demorados, as refeições prolongadas e as saídas com os amigos. Mas, ao colocarem as próprias necessidades em segundo plano para cuidar do bebê, pode-se descobrir que esses atos de amor estão enriquecendo suas vidas. Eles estão aprendendo rapidamente o que a maioria dos pais já aprendeu – que não se pode ser egoísta, egocêntrico ou preguiçoso quando se quer cuidar de um filho com dedicação; tarefas banais não muito divertidas, como trocar fraldas, terão de ser cumpridas, mas se forem feitas com amor para suprir as necessidades do bebê elas fortalecerão os laços entre pais e filhos. Os pais aprendem assim, criar um filho requer adaptação continua e ações amorosas, mesmo que em alguns momentos você esteja cansado demais para sentir tanto amor. 
Mas, por mais que acreditem em seus sentimentos, muitas vezes suas atitudes mostram o contrário. Sem perceber eles criticam, e subestimam os filhos – é como se não prestassem atenção ao que estão fazendo. Isso não significa que sejam más pessoas, apenas não aprenderam a transformar o amor em atitudes do dia a dia, não aprenderam a se colocar no lugar dos filhos.
Talvez por estarmos todos tão ocupados, cansados e assoberbados tentando ser superpais precisamos apenas de um sutil lembrete: como expressar nosso amor pelos filhos e como agir afetuosamente. 
Amar uma criança é um guia para todos os pais que querem transformar o amor em ação e dar aos filhos a oportunidade de crescer da forma mais saudável. O importante é a qualidade dos momentos que passam juntos com os pais.

Retirado do livro: “Amar uma criança: dicas para expressar o afeto no cotidiano”. 
Judy Ford, Editora agora. Pg. 14.

COMPORTAMENTO E APRENDIZADO.

*Crianças hiperativa não precisam sentar e ficar quietas para aprender*

É simples assim, como o título desta nota – um estudo da Universidade da Flórida Central (EUA) observou que a atitude disciplinadora e outras técnicas de pais e professores para manter a concentração e o foco dos agitados hiperativos mais atrapalham do que ajudam os pequenos com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) a aprender. O melhor seria mantê-los em movimento durante o aprendizado.
De acordo com a nova pesquisa, publicada no JOURNAL OF ABNORMAL CHILD PSYCHOLOGY, essa conclusão ocorre porque os movimentos realizados por essas crianças, tais como balançar incessantemente as pernas, levantar as carteiras em sala de aula, dentre outros, estão relacionados com a forma de processamento e memorização de informações e de realizar tarefas cognitivas complexas. Nos hiperativos, a movimentação constante das pernas, por exemplo, só aparece quando eles precisam utilizar funções executivas do cérebro (memória de trabalho) em tarefas que exigem raciocínio e concentração.
Realizada com 52 anos (29 com TDAH), a pesquisa verificou, entre hiperativos, uma performance cognitiva melhor quando estavam em movimento, em bicicletas ergométricas ou sentados com bolas gigantes,, dessas das aulas de pilates. Já no grupo controle, sem distúrbios clínicos, as crianças postas a se balançar enquanto executam tarefas cognitivas pioraram seu desempenho.
Segundo os autores do estudo, isso não quer dizer que, para melhor performance dos estudantes com TDAH, seja necessário deixá-los soltos, correndo pela sala de aula, para que consigam prestar atenção. Mas pode-se, por exemplo, organizar aulas em que parte da classe participe de um jogo que exija movimento enquanto se processa o conteúdo. Enfim, apenas pedir para que se sentem e fiquem quietos não deve ser a estratégia adotada para esses, nem pelos professores, nem por seus pais.

*PARA SABER MAIS*

DUSTIN, E. et al. Hyperactivity in Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD): Impairing Deficit or Compensatory Behavior? Journal of Abnormal Child Psychology, 2015

Dicas para melhorar sua memória

* Mantenha uma alimentação equilibrada.
* Durma bem.
* Pratique atividades físicas regularmente.
* Concentre-se naquilo que será importante lembrar depois.
* Fique relaxado: a memória funciona mal quando estamos nervosos. 
* Repita em voz alta, ou mentalmente, o que precisa ser memorizado.
* Pratique jogos de tabuleiro, palavras cruzadas e jogos de memória.
* Memorize números de telefone e placas de veículos.
* Procure identificar ingredientes dos alimentos pelo gosto e pelo cheiro.
* Faça cálculos matemáticos mentalmente.
* Leia vários tipos de textos (revista, jornais, gibis, livros de histórias, etc) e crie hábitos de comentar sobre eles com amigos e parentes.
* Vá ao cinema, teatro, exposições e shows e depois comente a respeito.

Escola dos animais.

“Era uma vez uma escola para animais. Os professores tinham certeza que possuíam um programa de estudos inclusivo, porém, por algum motivo, todos os animais estavam indo mal.
O pato era a estrela da classe de natação, porém, não conseguia subir nas árvores. O macaco era excelente subindo em árvores, mas era reprovado em natação. Os frangos se destacavam nos estudos sobre grãos, mas desorganizavam tanto a aula de subir em árvores que sempre acabavam na sala do diretor. Os coelhos eram sensacionais nas corridas, mas precisavam de aulas particulares de natação. O mais triste de tudo era ver as tartarugas, que, depois de vários exames e testes foram diagnosticadas como tendo “atraso de desenvolvimento”. De fato, foram enviadas para uma classe de educação especial numa distante toca de esquilos.”

A pergunta é: Quem eram os verdadeiros fracassados? 

(Dificuldades de Aprendizagem – Detecção e Estratégias de ajuda. Grupo Cultural. p. 81)