Avaliação Multidisciplinar – O que é necessário saber no processo de ensino – aprendizagem.

Um novo curso preparado pela equipe do Espaço Aberto para você!

Avaliação Multidisciplinar – O que é necessário saber no processo de ensino – aprendizagem

  • Módulo 1- A Avaliação

Ao avaliar é possível fazermos escolhas para o dia-a-dia ou chegarmos a um diagnóstico que permitirá definirmos tomada de decisões para intervenções ou não, dentro do quadro avaliado. 

        Especialista: Sirlei A. de Freitas

Pedagoga, Psicopedagoga, Motricista Educacional, Terapeuta em Análise do Comportamento Aplicada (aba) para Autista.

  • Módulo 2- Baixo rendimento escolar

Introdução ao tema dificuldade de aprendizagem:  de primeiros sinais a elementos de intervenção.

Especialista: Rosalina Ap. de Carvalho

Psicóloga e Neuropsicopedagoga

  • Módulo 3- Avaliação Neuropsicológica

Breve introdução à neuropsicologia. Quando ela é necessária. E quais as principais funções avaliadas.

Especialista: Márcia Rodrigues Ofemia

Psicóloga com formação em Neuropsicologia 

  • Módulo 4- Avaliação e Intervenção Neuropsicopedagógica com destaque nas funções executivas. 

Destaque nas funções executivas – Quais são? Quais as queixas apresentadas? O que avaliam? Tipos de testes utilizados. Intervenções possíveis no Espaço Terapêutico. Intervenções possíveis no Espaço Escolar.

Especialista: Sandra Cristina Boschetti 

Neuropsicopedagoga e Arteterapeuta 

  • Módulo 5- Alex – Uso clínico dos jogos de RPG

Como os jogos de RPG podem ser usados na avaliação psicológica. 

Especialista: Alex Fernandes Nunes

Psicologo especialista em Jung

  • Módulo 6- Diagnósticos em Avaliação

Conhecer em quais situações uma criança demonstra dificuldades de aprendizagem e necessita ser avaliada psicopedagogicamente. Foco nos diagnósticos de Dificuldades de Aprendizagem, Transtornos de Aprendizagem e Deficiência Intelectual e suas diferenças. Importância do CID e de uma Avaliação Multidisciplinar.

Especialista: Denise Torres

Psicóloga, Pedagoga, Psicopedagoga

  • Módulo 7- Processamento Auditivo Central e sua correlação com a aprendizagem

As habilidades auditivas em bom funcionamento e maturação, garantem a compressão da fala e a integração das informações auditivas com as visuais. No processo de aprendizagem verificamos o que o cérebro faz com aquilo que ele ouve/aprende. Portanto, é importante entendermos como se integram esses processos, assim como avaliar e adaptar crianças com transtorno do PAC para garantir a aprendizagem.

Especialista: Vanessa Netti 

Fonoaudióloga 

  • Módulo 8- Aline – A influência da visão na aprendizagem – Síndrome de Irlen

O que é a síndrome de Irlen, sintomas frequentes, orientações para a triagem, para família e escola. 

Especialista: Aline Souza 

Pedagoga, Docência do Ensino Superior, Neuropsicopedagoga, Arteterapeuta e Screener da Síndrome de Irlen

Investimento: R$ 150,00 (cento e cinquenta reais)

100% online – Hotmart

Com certificado – Total 4 horas

Contatos: 

Equipe Multidisciplinar – Clínica Espaço Aberto

espacoabertoeducacional@hotmail.com

www.espacoabertoterapia.com.br

Face: Espaço Aberto – Clínica Multidisciplinar  

Instagran: clinica_espacoaberto

Tel: 11 96477 3219 (WhatsApp)

Aulas em casa

Estamos vivenciando algo tão novo com esse covid19 que fica muito difícil entendermos o que está acontecendo realmente, porque o novo sempre nos assusta. Nossa casa, nosso trabalho, nossas relações, tudo ficou INCERTO e porque não dizer um velho ditado “de pernas pro ar” e no meio desse turbilhão de coisas temos as escolas e os nossos filhos em casa para estudar on-line. E agora?  Diante deste cenário e sabendo da preocupação que cada família tem em relação às escolas e precisamente das aulas em casa, pensei em oferecer algumas dicas que possam ajudar a amenizar o desconforto que tudo isso vem trazendo. 

Uma dificuldade encontrada pelas famílias foi a falta de interesse dos filhos para assistirem as aulas e realizarem as tarefas online. Isso é até um pouco natural, porque a rotina e os estímulos que a escola oferece nem sempre temos em casa, não é? Na escola tem a troca de aulas, sai professor e entra professor, nesses momentos eles conversam com os colegas, marcam cinema, discutem aquele “jogo da hora”, contam fatos e assim o dia transcorre. O intervalo, ah que delicia, eles se sente livres, os pequenos correm sem parar e os maiores juntam-se em grupinhos e milhares de assuntos surgem. Pois é! e em casa? O que eles encontram? Cobranças! Essas cobranças faz todo sentido, pois os pais precisam que os filhos realizem as tarefas porque vêm as notas, o fim do ano, a cobrança dos professores e a preocupação que a escola pense que os pais não estão ajudando e todas as incertezas em relação a esse ano letivo.

Como contribuição para esse cenário, sugiro a elaboração de uma rotina de trabalho, junto com a criança e ou adolescente. Essa rotina deverá ser escrita e colocada em um lugar visível para todos. 

A rotina traz organização, autonomia, evita momentos de correria e afasta o stress, principalmente, quando as crianças participam contribuindo com suas opiniões.

 A rotina quando criada em conjunto e mais fácil de cumprir, evita a ansiedade porque já sabemos o que vai acontecer, organiza a vida dos pais e das crianças e ainda atua no emocional e no cognitivo. 

Lembrando que a flexibilidade e a paciência são elementos indispensáveis para que tudo de certo.

Como fazer?

  1. Escolher um ambiente único para estudar.
  2. Elaborar um cronograma de horário de estudo (tempo que a escola vai estar no ar)
  3. Elaborar um cronograma de horário das tarefas de “casa”.
  4. Traçar uma meta para cada dia, para as lições de casa e trabalhos.
  5. Iniciar pelas tarefas mais fáceis.
  6. Para as atividades mais difíceis ou longas, estabeleça metas claras e curtas. Ex. vamos fazer uma parte agora e a outro após o almoço ou no período da tarde, para leitura de um livro, vamos ler 2 páginas por dia.
  7. Fazer pequenas pausas, tomar água, ir ao banheiro, comer uma fruta, etc. (tudo combinado e escrito).
  8. Incluir nessa rotina um tempo pré- determinado para relaxar, deixe o seu filho fazer o que mais gosta (celular, vídeo game, TV, etc.).
  9. Incluir também nessa rotina o que você, pai ou mãe, mais gostem de fazer, (cozinhar, ler jornal, assistir TV, ler um livro, internet, whatsapp, etc.).
  10. Lembrando que o que é “combinado não caro” e cada um respeitando o momento do outro e cumprindo toda a rotina.
  11.  Caso alguma coisa no início não de certo, vamos sentar juntos, revisar e mudar o que for necessário na rotina.

                                         Sirlei A. de Freitas 

Psicopedagoga, Psicomotricista Educacional, Terapeuta em Analise do Comportamento Aplicada em Tea.

Aulas online e algumas implicações

A situação do isolamento social pela qual estamos passando afeta, direta ou indiretamente, todos os setores de prestação de serviços. Existiam planos, desejos, sonhos, expectativas pessoais, profissionais, enfim, ninguém esperava por esse enfrentamento do momento em que todos foram pegos de “surpresa”, sendo necessário se reinventar e seguir com novas propostas. 

A educação é um dos setores que está tentando se adaptar de uma maneira inovadora. Uns gostam, porém outros sofrem, afinal uma das situações que nos deparamos nesse novo contexto é que professores não são especialistas em ensino EAD e pais não são professores… e mesmo assim precisam viver essas novas experiências que são colocadas com as aulas online.  

Depois de conversar com pais e amigos educadores, percebi o quanto essa situação os desagradam e foi possível refletir sobre alguns pontos:

  • Famílias tendo que assumir a tarefa de ensinar, o que é diferente de acompanhar a educação escolar dos filhos.
  • Professores e equipe pedagógica que buscam estratégias extraordinárias para conseguir passar o conteúdo através de uma câmera, desde a educação infantil.
  • Mantenedores de escolas, que contavam com o fluxo e movimento de alunos para manter as despesas e fazer, com certeza, o melhor que acreditavam em educação. 
  • Crianças precisando permanecer em casa e se adaptar a nova rotina com aulas virtuais, tarefas, conteúdos novos, provas, trabalhos e pais trabalhando home office. Tendo que entender que o cenário de aprendizagem e relação social que vivia na escola mudou-se para sua casa.
  • Pais que se esforçam financeiramente para manter os filhos matriculados e agora encaram os fatos da aprendizagem a distância, redução de salários e pedidos de descontos na mensalidade escolar dos filhos.    

Olhar para todos os ângulos permite se colocar no lugar do outro, ser mais tolerante, compreender e logo ser compreendido nessa situação que é nova e desafiadora para todos. 

Essas são apenas algumas reflexões diante de muitas outras que surgem ao falar do assunto, mas a partir do momento que há compreensão dos fatos, do que nos aflige, aceitamos e seguimos com mais leveza o caminho. 

Vamos nos apoiar! Tudo isso vai passar e certamente levaremos conosco muita aprendizagem. 

Aline Souza –  Neuropsicopedagoga e Arteterapeuta 

Os contos de fadas

A criança gosta de ouvir histórias, tem preferências de acordo com o que sente no momento, escolhe personagens que se identifica e vive tornando-se parte do enredo. Quando a criança interage com as personagens facilita as projeções e identificações.  

Os contos trazem a sua explicação e significados nos temas e o arteterapeuta pode estabelecer uma relação entre o conto e o consciente da criança que ouviu. Na vida não existe só plenitude, todos passam em algum momento por obstáculos, angústias, medos, frustrações, até monstros aparecem e se torna significativo tomar conhecimento se colocando diante deles. Os contos podem fortalecer o ego e oferecem um caminho para enfrentar conflitos ao passar uma situação difícil. 

No momento certo, um conto pode dar uma nova visão e provocar transformações, elimina conteúdos internos que precisam ser liberados. É um recurso repleto de simbolismo, o ouvinte entra em contato com imagens arquetípicas como heróis, príncipes e bruxas. 

“O conto fala verdades sobre o modo de o ser humano viver, pensar, sonhar, desejar ou simplesmente ser. Fala de seus complexos, dificuldades de relacionamento, seus ciúmes, preguiça e orgulho; do relacionamento entre irmãos, entre pai e filha, pai e filho, mãe e filha e mãe e filho. Fala da tendência de seguir mais a razão do que o coração, da falta de atenção com sua vida animal e instintiva. Mas nunca fala de modo absoluto: assim é e sempre será! O conto sugere, dá possibilidade a quem o escuta de criar as suas próprias imagens a respeito do conto.” (BONAVENTURE, 2010, p.25).

Assim, o significado do conto será diferente para cada pessoa e para mesma pessoa em diferentes momentos de sua vida. A criança, por exemplo, irá compreender com significados diferentes o mesmo conto de fada, dependendo da sua necessidade e capacidade de compreensão no momento. Tendo oportunidade, voltará ao mesmo conto quando estiver pronta para ampliar os velhos significados ou substituí-los por novos. Tornando-se mais claros para a criança as imagens se modificam e novos símbolos aparecem permitindo ver o que antes não vislumbrava.

Aline Souza – Neuropsicopedagoga e Arteterapeuta

Referências:

BONAVENTURA, Jette. Porque os contos populares falam a todos? In SPACCAQUERCHE, Maria Elci Barbosa (Org.). Encontros de Psicologia Analítica. 2. ed. São Paulo; Paulus, 2010. 

BRANCO, Sonia; MEDEIROS, Adriana. Contos de fada: vivências e técnicas em arteterapia. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2012.

Mosaico, reorganizando os cacos…

A experiência com mosaico tem como pontos principais organizar, reunir, encaixar cacos, ato que acontece externamente, mas que em paralelo auxiliam a organização interna daquilo que se encontra em pedaços. É uma maneira de cuidar das emoções, dos afetos, das memórias e demais conteúdos que se encontram desorganizados e confusos. O mosaico é ótima ferramenta no processo arteterapêutico.

Vemos lindos trabalhos feitos com mosaicos, diversos fragmentos de azulejos e lindas pastilhas para criar e encantar.  No espaço terapêutico além dos azulejos e pastilhas podemos usar outros recursos para fazer o mosaico, como: tampas de embalagens plásticas, pedaços pequenos de papel e E.V.A., pedras, espelhos, folhas, sementes, miçangas, casca de ovo, asparas de lápis e o que mais a imaginação sugerir. Podem ser montados em pedaços de papelão, MDF, isopor, papel paraná e, colados com cola branca finalizando com massa para rejunte de parede.

Em certas situações é interessante que o cliente tenha o movimento de quebrar o azulejo, quebrar estruturas internas, liberar emoções de raiva ao usar sua força para despedaçar aquela peça dura e resistente. Após a quebra proponho ordenar os cacos e criar uma nova imagem, o que permite ressignificar conteúdos internos. 

É uma proposta que requer força, atenção, concentração, dedicação com as pequenas peças e criatividade. Lembrando que é importante preencher os espaços o máximo possível entre as peças, movimento que acontecerá internamente também.

Junte objetos variados e crie, fazendo um mosaico interno também! 

Aline Souza – Neuropsicopedagoga e Arteterapeuta


Fotografia na arteterapia

A fotografia é mais um recurso que podemos utilizar no processo arteterapêutico. São registros pessoais que nos trazem à tona memórias afetivas, resgate da infância, percepção de si mesmo e da linha do tempo da própria vida. Podem despertar emoções como alegria e tristeza ao reviver uma situação, também espanto e estranheza ao perceber aquela imagem de uma maneira nunca vista antes. 

Quando trabalho com fotos no espaço terapêutico, peço ao cliente que aprecie seu álbum de fotos impressas ou digitais e escolha aquelas que lhe chamarem atenção naquele momento. Geralmente trabalho com fotos até os sete anos de idade, depois mais sete, e assim sucessivamente, mas quando é criança escolhem fotos da vida toda. 

No momento de compartilhar, vamos resgatando memórias, refletindo sobre a linha da vida, recuperando recordações, momentos e percepções que de alguma maneira ficaram esquecidas por um período, despertando afetos e emoções incompreendidas. 

Dependendo do que remeteu ao cliente, na produção de arte, trabalho com a imaginação e criatividade, como remontar o cenário da foto, mudar posições de pessoas e usar adereços como roupas, maquiagem e cabelo para tirar novas fotos. Às vezes é preciso ampliar também para outras produções e explorar um tema por mais tempo. 

Tive uma situação que a criança trouxe uma foto em que ficou mexida e incomodada por não ter mais o quarto que tinha naquela foto, os pais tinham se separado há dois anos e tudo parecia caminhar bem. Até que tivemos a oportunidade de acessar essa emoção e poder trabalhar com expressões criativas, como caixa de areia, argila, confecção com sucatas e intervenções à família, ressignificando todo o processo de separação dos pais que se refletia na ideia do quarto que não tinha mais. 

Observar e apreciar fotografias nos fornece pistas sobre o ontem, no hoje, permitindo revisitar conteúdos emocionais e compreendê-los.   

Aline Souza – Neuropsicopedagoga e Arteterapeuta

Referência: Philippine, Angela. Linguagens, materiais expressivos em arteterapia: uso, indicações e propriedades:Rio de Janeiro: Wak Ed, 2009.

Rotina para a criança

É importante sempre manter uma rotina com as crianças, até mesmo nesse momento em casa. Horário para dormir, acordar, tomar banho e fazer as refeições são os primeiros cuidados. Depois podemos pensar em momentos para ver desenho, brincar livremente e fazer alguma brincadeira ou “atividade” dirigida, como jogo de tabuleiro ou cartas.

Colocar a criança fazendo parte de atividades da casa, como ajudar na cozinha em uma receita, ligar a máquina de lavar, ajudar a colocar roupa no varal, colocar comida para um bichinho de estimação…, também lhe trará benefícios. Ela se sentirá parte dessa rotina, terá um incentivo para o desenvolvimento motor e para assumir pequenas responsabilidades.

A rotina irá ajudar a criança a se organizar lhe trazendo segurança emocional e excelentes benefícios no desenvolvimento cognitivo, como a compreensão de sequência lógica, que amplia para orientação temporal, facilidade para entender e criar histórias, por exemplo. São pequenas coisas do dia a dia que podemos fazer com a criança naturalmente e contribuir imensamente em seu desenvolvimento.

Vamos aproveitar e tirar o melhor desse momento juntos!

Aline Souza – Neuropsicopedagoga e Arteterapeuta

Um pouco do desenho infantil

O desenho é o início da construção da linguagem escrita que nos levará a comunicação. Uma linguagem não verbal da criança que nos aponta o seu ritmo biológico, maturidade emocional, cognitiva, aspectos instintivos e afetivos que reagem no comportamento.  

Desde a garatuja as crianças se expressam e deixam informações em suas produções, a criança afina a percepção da realidade. 

Na educação infantil as produções da criança devem ser apreciadas em seu justo valor, sem desmerecer e se desfazer rapidamente daquele trabalho e nem se estender para elogios demasiados, que podem expressar um excesso de proteção mais que a consciência educativa.

Quanto a evolução do grafismo, é necessário considerar certos conceitos como a coordenação visomotora, a motricidade, a percepção espacial, a lateralidade, a função simbólica e a linguagem. A criança para iniciar a expressão através do grafismo precisa de maturação do sistema nervoso que permite a evolução da coordenação motora. Podemos perceber algumas etapas: 

– Nas garatujas vemos “rabiscos” que geralmente são com movimentos amplos que se prolongam de um lado para o outro com algumas linhas curvas. 

– Em seguida a criança passar a ter consciência dos seus gestos, percebe o que ficou no papel com o seu movimento, o olho segue a mão e passa a desenhar com intenção. O controle vai se aperfeiçoando e melhorando a qualidade dos traços.

– A partir de 2 anos e meio aproximadamente, a criança torna-se capaz de pronunciar a sua expressão gráfica, definir e limitar o espaço para desenhar de acordo com as bordas do papel, realizar traços que se interrompem, fazer círculos, diferenciar tamanhos, fazer uma quantidade de desenhos e associar, por exemplo, com objetos, pessoas e animais. 

– Com 3 e 4 anos a criança irá representar formas e figuras, compreendendo que quanto mais se parecer com a realidade, melhor será interpretado. Ao desenhar uma personagem, detalhes vão aparecer conforme o esquema corporal elaborado pela criança, irá nos mostrar a percepção de si mesma. 

Ao desenhar a criança transmite mensagens importantes como o modo que se apresenta, a maneira que segura o lápis, o espaço que ocupa, o ponto de início, a pressão, o traço e as cores que utiliza.  

Rapidamente o desenho vai se aperfeiçoando e permitindo a compreensão do que a criança quer dizer a respeito dos seus pais, da sua família, do seu crescimento, e sobretudo, da sua maneira de relaciona-se com o mundo. 

É importante estimular a expressão através do desenho e observá-lo sempre. 

Aline Souza – Neuropsicopedagoga e Arteterapeuta

Referência: Garatujas, rabiscos e desenhos.  A linguagem secreta das crianças/ Evi Crotti e Alberto Magni. Editora Isis, 2011. 

22 de abril – dia do arteterapeuta

Cuidados para a saúde mental em tempos de crise

Nesses tempos conturbados, temos dois problemas principais na saúde psíquica: o primeiro é o isolamento em si e o segundo, a falta de estrutura no dia a dia. Para o primeiro caso, é recomendado que se mantenha contato com amigos e familiares, de forma que não seja presencial. Para aqueles que gostam de contato mais próximo, uma chamada em vídeo pelo WhatsApp seria um bom exemplo. No segundo caso, é devido a falta de uma rotina ou perspectiva. Dessa forma é muito importante manter uma rotina, principalmente para quem trabalha em home office. Atividades virtuais seriam uma boa opção pois não sabemos o quanto essa quarentena irá durar.

Alex Fernandes Nunes – Psicólogo especialista em Psicologia Analítica